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África no Brasil: Visão Universitária
Com o objetivo de discutir o intercâmbio cultural entre Brasil e África, foi realizado nos dias 23 e 24 de junho o evento África no Brasil, Visão Universitária, no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ. O encontro, reunindo estudantes africanos conveniados ao Programa Estudante Convênio de Graduação (PEC-G), incluiu apresentações de dança e música locais.
Envolvendo estudantes de Angola, Burkina Faso, Cabo Verde, Congo, Gana, Guiné Bissau, Moçambique Nigéria, Quênia, São Tomé e Príncipe e Senegal o evento contou com representantes universitários de diferentes países e de representantes diplomáticos como o Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Moçambique Murade Isaac Murargy e do Cônsul da República de Cabo Verde Pedro António dos Santos.
Na abertura Sebastião Amoedo, professor e organizador do encontro, defendeu a consciência em relação à contribuição do negro para a formação cultural brasileira. “É preciso compreender cada vez mais a África, pois seu passado nos constrói e seu futuro é agora, e pode ser melhorado com a nossa ajuda”, afirmou.
A experiência africana
Representando os 150 intercambistas africanos que estão na UFRJ, Lenine Dju, estudante do curso de Comunicação Social, ressaltou a oportunidade de troca cultural. Ele explicou que a idéia surgiu em razão de um certo desconhecimento da realidade africana por parte dos brasileiros. O estudante frisou que “o objetivo do encontro é diminuir essa distância entre Brasil e África”.
Algumas autoridades africanas presentes afirmaram que vão aumentar o apoio aos estudantes de seus respectivos países. Eles têm o compromisso de voltar com algum aprendizado que possa ser útil ao seu país de origem. “Venho trazer palavras de engajamento e estímulo aos jovens africanos que se encontram aqui estudando”, disse Murade Murargy, embaixador de Moçambique.
O cônsul cabo-verdiano, Pedro Antônio dos Santos, explica que a mudança educacional ocorrida no seu país (hoje, o índice de 6% de analfabetismo é considerado uma vitória, se comparado com os 76% de analfabetos nos anos 70) só foi possível graças a parcerias entre o Brasil e a África. “Por onde passarem, serão a mostra viva do povo africano. E isso dá uma enorme responsabilidade social a vocês”, afirmou, dirigindo-se aos estudantes presentes. E finalizou: “É preciso que os brasileiros e africanos estejam sempre atentos para que esse intercâmbio social, político e cultural seja sempre positivo.”
Ao longo do encontro os estudantes fizeram apresentações sobre a realidade de seus países e suas experiências como estudantes no Brasil.
O encontro foi aberto com uma exposição de peças africanas cedidas pela Casa de Angola. A Comunidade de Estudantes Africanos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro fez uma apresentação performática bastante aplaudida pelos participantes. Coube a banda Fdjús de Cabo Verde encerrar o evento com uma grande festa de música.
Na ocasião foi lançado para a universitários africanos e do alojamento da UFRJ o programa Universitário Segurado, patrocinado pela AMA/UFRJ – Associação de Modelismo dos Amigos da UFRJ, que assegura as despesas de alunos em caso de acidentes pessoais.
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